quarta-feira, 24 de julho de 2013


Dominguinhos: Vida e Obra do mestre sanfoneiro

José Domingos de Morais, o Dominguinhos, foi um instrumentista, cantor e compositor nordestino. Exímio sanfoneiro, teve como mestres nomes como Luiz Gonzaga e Orlando Silveira.

Nascido em Pernambuco, em 1941, começou a tocar e compor com apenas oito anos de idade. Em 1950, conheceu Luiz Gonzaga que o convidou a ir ao Rio de Janeiro, o que fez com 13 anos, em 1954, juntamente com seu pai e dois irmãos, todos músicos também. Ao se encontrar novamente com seu padrinho musical - Luiz Gonzaga, recebeu deste uma sanfona de presente e passou a tocar, fazer shows, participar das viagens e gravações de seus discos. Deste momento em diante passou a fazer parte da vida de Luiz Gonzaga, o rei do baião, chegando a ser conhecido como seu herdeiro musical.
 
Dominguinhos gravou mais de 40 discos ao longo de sua vida, todos marcados por seu estilo próprio e muita personalidade, numa mistura de forró, baião e outros ritmos regionais. Com uma carreira artística bem diversificada, acompanhou de perto movimentos como a Bossa Nova, Jovem Guarda e Tropicália.

Escreveu canções gravadas por grandes artistas, como Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Betânia, Elba Ramalho e Chico Buarque. Entre suas músicas mais conhecidas estão "De Volta para o Aconchego", "Isto Aqui Tá Bom Demais" e "Eu Só Quero Um Xodó". Esta última, de 1973, já foi regravada mais de 250 vezes, inclusive em inglês, holandês e italiano.

Em 2012, foi lançado o documentário "Dominguinhos Volta e Meia" sobre sua vida e obra. O filme foi idealizado pela cantora e compositora Mariana Aydar, pelo multi-instrumentista e produtor musical Duani Martins, e pelo pianista Eduardo Nazarian.

 

O dia que a sanfona de Dominguinhos se calou


Na noite de terça-feira (23/07/2013), por volta das 18h, morreu Dominguinhos, aos 72 anos. O legítimo representante da música nordestina lutava há mais de seis anos contra um câncer de pulmão. Ao longo do tratamento, diversas complicações foram somadas ao seu quadro, como insuficiência ventricular, arritmia e diabetes.

A morte do cantor ocorreu em decorrência do agravamento de infecções e dos problemas cardíacos. Dominguinhos estava internado desde dezembro do ano passado por conta de uma pneumonia. O músico chegou a ter oito paradas cardíacas. No dia 13 de janeiro, foi para o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Nesta tarde, Dominguinhos havia voltado para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A notícia foi passada à imprensa pela sua filha, Liv Morais.

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